DERMATITE ATÓPICA CANINA

DERMATITE ATÓPICA CANINA

5 de maio de 2016 Cães, Dicas, Saúde 0 Comments

A dermatite atópica é uma enfermidade genética (que em grego quer dizer, “estranha/deslocada”), genética (que passa de geração em geração), pois, o animal já nasce com a predisposição à alergia, a qual pode se manifestar em qualquer época da vida. Contudo uma grande parte dos cães apresenta manifestação precoce da doença, com surgimento dos primeiros sinais, antes do primeiro ano de vida.

O organismo a “ataca”, de maneira exagerada com seus anticorpos. Uma verdadeira “guerra” de onde resultam todos os sintomas da alergia.
Não é na primeira exposição que o organismo vai apresentar sintomas, pois é somente após algumas exposições que ele “percebe” que a substância em contato é “inimiga” e então, após um tempo, começa a produzir anticorpos contra ela. Esse tempo pode ser de dias, semanas, meses ou até anos. Assim, aquela idéia que algo que o cão sempre teve contato não é o desencadeador da alergia e sim algo novo, é errada. O problema está sim naquelas substâncias as quais o animal sempre esteve em contato e que antes “não lhe causavam problema”, mas com o passar do tempo, vão desencadear os sintomas, mesmo quando existe uma pequena exposição.

• Substâncias irritantes (produtos químicos em geral) devem ser evitadas no ambiente. Caso não seja possível, passar pano úmido com água após o uso. Não permitir que o animal permaneça no ambiente durante a utilização de produtos de limpeza.
• Evitar o contato com poeira e fumo.
• Os ambientes onde o animal passa a maior parte do tempo devem, quando possível, ser bem arejados, desprovidos de muitos móveis, cortinas, carpetes e bichos de pelúcia.
• Evitar, tanto quanto possível, o contato do animal com lã e tecidos sintéticos, incluindo as roupinhas. Dê preferência pelo algodão. Lavar os “cobertores” e “caminhas” freqüentemente, utilizando produtos neutros e em água quente. Se utilizar máquina de lavar, use o programa de enxágüe maior e não utilizar sabão em pó, alvejantes e amaciantes.
• Restringir o contato do animal com grama, especialmente quando recentemente cortada.
• Frio extremo, temperaturas altas ou mudanças bruscas de temperatura, são mal toleradas pelos pacientes com dermatite atópica. A umidade baixa do ar durante o inverno também pode contribuir para a piora dos sintomas.

Os banhos do cão devem ser realizados com água morna, tendendo à fria. O uso de secador quente deve ser evitado. Preferencialmente, a pele do animal deve ser seca com toalhas de banhos, com toques suaves, sem esfregar demasiadamente a pele. A freqüência dos banhos é estabelecida de acordo com a gravidade do quadro e doenças cutâneas que podem estar associadas. A escolha do xampu é fator de extrema importância e é o veterinário o profissional apto para indicar o mais apropriado para o seu cão.

O papel da dieta no controle da dermatite atópica deve ser considerado. Em alguns casos, a ingestão de certos alimentos pode causar uma piora da dermatite, a exemplos dos ossinhos e guloseimas para cães. Alguns animais atópicos parecem se beneficiar com o uso dietas comerciais hipoalergênicas. Contudo, somente o seu médico veterinário poderá recomendar o uso dela.

Alguns proprietários de cães atópicos, associam a piora do quadro com “fatores estressantes” a que estes possam ser submetidos. Este é ainda um assunto que pode gerar controvérsias, contudo sabe-se que a coceira crônica e intensa gera alterações comportamentais e de ansiedade, que podem culminar com a piora dos sintomas, como se fosse um “ciclo vicioso”. De qualquer maneira, é interessante que os proprietários consigam perceber “situações estressantes” as quais o animal possa ser submetido e evitá-las, na medida do possível.

Entretanto, a maioria dos cães, principalmente os gravemente acometidos, não respondem satisfatoriamente apenas com manejo ambiental, dietético e de banhos. Nestes casos, são submetidos à terapia tópica associada ou não à terapia sistêmica. É importante ressaltar que a indicação da melhor terapia para seu animal, só deve ser realizada pelo médico veterinário. Cada paciente responde distintamente aos tratamentos, devendo ser acompanhados pelo veterinário e submetidos a exames laboratoriais periódicos, já que algumas medicações usadas podem trazer graves efeitos colaterais, desde que o paciente não seja monitorado adequadamente.

Face ao exposto, a dermatite atópica é hoje uma doença de grande importância na clínica veterinária. Assim sendo, o estabelecimento do diagnóstico e da terapia apropriada são os pontos-chaves para o controle da mesma.

É de extrema importância sempre procurar o médico veterinário para saber qual o melhor tratamento para o caso de seu cão. Uma relação de parceria entre o proprietário do cão atópico e veterinário é fator primordial para o sucesso do controle da doença.

Fonte: Provet





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