TUDO SOBRE MINI COELHOS

TUDO SOBRE MINI COELHOS

5 de maio de 2016 Roedores 0 Comments

Os mini-coelhos são animais mamíferos e da família dos lagomorfos, ou seja, não são roedores. Porém, apesar de pertencerem a diferentes ordens, coelhos e roedores possuem algumas características comuns, como os dentes incisivos que nunca param de crescer (coelhos têm quatro superiores, enquanto roedores têm somente dois).
Coelhos e lebres pertencem à mesma ordem Lagomorpha. Seus membros posteriores são bastante fortes para saltar, enquanto os membros anteriores são adaptados para cavar suas tocas. O tamanho e posição das orelhas dependem da raça, e a cauda é normalmente curta.
Em seu habitat, seus predadores naturais são raposas, falcões e cachorros do mato. Sua defesa é a fuga através de grandes saltos proporcionados pelas longas e fortes patas traseiras. Orelhas grandes e sensíveis o ajudam a descobrir com rapidez o perigo.
Geralmente, a cor da pelagem ajuda-os a se disfarçar: os coelhos selvagens que habitam lugares com neve são brancos, enquanto os coelhos das florestas tropicais são marrons. Podem passar muito tempo imóveis, a fim de não revelarem seu esconderijo.
A diferença entre coelhos e lebres
Quando nascem, coelhinhos são totalmente desprovidos de pelos e mantêm os olhos fechados, enquanto as lebres nascem com uma fina pelagem e olhos bastante abertos. Quando adulta, a lebre é maior do que o coelho tem orelhas mais longas, patas dianteiras mais curtas, e corre mais rápido.
O Tapiti, natural do Brasil, não é da família dos coelhos nem das lebres, embora pertença à mesma ordem dos lagomorfos.
Uma refeição balanceada
O alimento ideal para um mini-coelho é ração peletizada, com proteína e outras vitaminas importantes para seu desenvolvimento saudável (recomendamos presence purina – COC). Um mini-coelho adulto come 100 a 150 gr de ração por dia. Outros vegetais podem ser incluídos em sua alimentação, como folhas de couve, beterraba, cenoura, almeirão, maçã, brócolis, a partir dos 12 meses de idade.
Folhas de cor escura em geral são bem vindas, e evite as de cor clara: não ofereça alface para o coelhinho.
Seja moderado com frutas doces, principalmente as guloseimas para roedores encontradas em pet shops. Como têm alto teor de açúcar, podem ocasionar cáries e obesidade. Use as guloseimas na educação, como prêmio por bom comportamento. Lave bem e seque as verduras e frutas antes de oferecer ao mini-coelho, e não o deixe em jejum. Por outro lado, não ofereça comida em excesso.
Ofereça um alimento novo de cada vez, e observe se foi bem aceito pelo organismo do seu animalzinho. Assim você pode controlar sua tolerância.
Retire do comedouro as sobras de alimentos, que podem deteriorar e atrair roedores noturnos.
Mantenha água limpa e fresca à vontade. O ideal é o uso de bebedouros automáticos, com bico, tipo os para chinchilas. Isso evita que o coelhinho entre dentro de tigelas de água, derrube e ainda permaneça com as patinhas molhadas (o que pode gerar fungos na pele).
Gastando os dentes
Um pedaço de madeira (que não seja feito de aglomerados ou compensados, que podem conter resinas tóxicas em sua composição) na gaiola pode ser oferecido para roer. Também valem brinquedos destinados a este fim, feitos de madeira. Pedaços de pão torrado, seco e duro, também são bem aceitos.
Feno e alfafa em blocos também são excelentes opções para seu mini-coelho, e acrescentam proteínas importantes em sua nutrição.
Vamos brincar?
O mini-coelho adora brincar. Vários brinquedos podem ser oferecidos, e evitam o stress e o tédio da gaiola, se ele não mora em lugar aberto. Não dê brinquedos de plástico, pois ele vai roer e pode engolir pedaços. Veja alguns bons brinquedos:
• Bolas com guizos (coelhos gostam de brinquedos que fazem barulhos);

• Caixinhas de papelão;

• Blocos de madeira (eles vão roer);

Mesmo tendo uma grande gaiola e muitos brinquedos, é importante soltar todos os dias o mini-coelho, sob supervisão, para que se exercite por uma ou duas horas. Cuide para que ele não tente roer plásticos ou outros materiais tóxicos. O contato com pessoas torna o coelhinho cada vez mais social e dócil.
Correr à sua volta, e até mesmo dar algumas mordidas em seus tornozelos significa que o coelho quer brincar e gosta de você.
Comunicação

Coelhos não latem, não miam nem fazem outros ruídos típicos de comunicação (exceto quando estão com medo ou dor, quando podem gritar). Porém, a linguagem corporal pode ser percebida como indicativo de emoções. A seguir, há a descrição de várias atitudes observadas nestes animaizinhos que podem ajudar você a comunicar-se com eles.
O comportamento mais típico dos coelhos e difundido pelos desenhos animados é a batida no chão com a pata traseira: sim, coelhinhos fazem isso para mostrar que estão nervosos. Machos não castrados também marcam o território com urina (você pode eliminar o cheiro de urina lavando o local com água e vinagre) e esfregando o queixo nos objetos.
Alguns comportamentos descritos levam em consideração o movimento das orelhas – portanto, se seu coelhinho for “lop” (com as orelhas caídas) será um pouco mais difícil para decifrar sua comunicação. Com paciência e disposição, logo você perceberá as maneiras próprias do seu animalzinho se comunicar com você sem precisar levantar suas orelhas.
Coelhos com medo ou brabos podem abaixar o corpo e levar as orelhas para trás. Se ele virar de costas para você, é uma tentativa de ignorá-lo – esta é uma atitude que diz: “- não quero conversar com você agora!”. Ele pode até recusar carinhos ou mesmo guloseimas, se estiver de fato magoado com você. Tente a reaproximação mais tarde. Jogar longe seus brinquedos e comedouros também são sinais de nervosismo.
Correr – e bem rápido – é uma das defesas naturais dos coelhos. Eles podem saltar alto e longe. Então, eles gostam de treinar corridas, e muitas vezes gostam de brincar de pega-pega. Correr à sua volta em círculos indica felicidade por sua presença! Alguns coelhos mais ativos podem incluir algumas leves mordidas nos seus sapatos, mas você pode ensiná-lo dizendo “não!” em tom firme.
Correr e pular contorcendo o corpo são uma expressão de felicidade. Um coelhinho que vive em uma gaiola pode dar muitos saltos desse tipo quando é solto.
Coelhos podem pedir carinho (e comida) tão dramaticamente quanto cachorrinhos pidões. Eles olham para você atentamente, empurram você com o focinho, às vezes até mordiscam. Esticam a cabeça em sua direção, abaixando as orelhas. Não deixe de fazer um agrado nesta hora, ou ele pode se magoar.
Coelhinhos cheirando tudo, com o pescoço esticado para frente e as orelhas bem viradas para frente, estão curiosos e tentando descobrir coisas novas. Eles também podem ficar de pé para observar/ouvir melhor.
Ao contrário, coelhinhos relaxados e tranquilos podem deitar-se com a barriga para baixo ou mesmo de lado, com as patas traseiras esticadas. Eles também podem parar de mexer o focinho, relaxar a cabeça e fechar total ou parcialmente os olhos.
Vários coelhinhos não gostam de ser virados de barriga para cima, nem ser afagados embaixo do queixo ou na barriga. Prefira acariciar a cabeça, testa, orelhas, ou carinhos longos (ou escovações) da cabeça até o final das costas. Com a convivência, vocês descobrirão maneiras de se comunicar.
Qual cor?

Várias cores e padrões de cor podem ser encontradas nas diversas raças de mini-coelhos. A seguir, um breve resumo sobre as cores mais comuns, separados por famílias.
Cores Puras

Esta é a família de cores mais simples. Cores lisas, sem interferência de outros tons no pelo e subpelo. Preto, branco, azul de viena, chocolate, laranja (orange-fawn), caramelo…

Albinos são brancos sem nenhuma outra cor e têm olhos vermelhos (REW -redeye/white).
Brancos puros também podem ter olhos azuis (BEW – blue eye/white).

Pretos e chocolates devem ter olhos castanhos, e o azul de viena deve ter olhos azuis escuros.

Malhados
Duas ou três cores. Branco/preto, Branco/caramelo/cinza, etc.

O padrão HOLANDÊS é o da raça de mesmo nome: bicolor, sendo uma cor branca e outra que pode ser azul, caramelo, chocolate, negro. O corpo do coelhinho é dividido em duas partes, sendo a dianteira a branca, com marcação da outra cor em torno dos olhos até as orelhas. As patas traseiras têm a ponta branca.

Sombreados
Nesta família, podem surgir os SIAMESES (orelhas, focinho, patas e rabinho mais escuros). Podem ocorrer nas cores: azul, preto, chocolate… Siameses mais claros são chamados de POINT. Sable point (areia) e pearl point (pérola) são exemplos.

O padrão TARTARUGA, apesar de não pertencer geneticamente a esta família, tem a mesma aparência da família sombreada.

Sombreados tendem a escurecer com a idade e em climas frios.

Tan
TAN é uma marcação mais clara (prata) que ocorre na barriga, inferior da cauda, interiores das pernas, tops dos pés, peito, dentro das orelhas, círculos em torno dos olhos e interior das narinas.

Hotot
Hotot é o padrão de cor característico da raça de mesmo nome. Pode ocorrer na raça lion-head, por exemplo. A cor é sempre branca, e um contorno preto bem definido delinea os olhos. O padrão é com as orelhas brancas, mas as orelhas pretas também têm seu charme especial. Podem ocorrer olhos azuis ou castanhos.

Cutia (agouti)
Esta família se caracteriza por faixas de cor em cada haste pilosa, resultando em uma cor mesclada no casaco. Possui uma marcação muito leve tipo marten (mais claro na barriga, inferior da cauda, interiores das pernas, tops dos pés, peito, dentro das orelhas, círculos em torno dos olhos, interior das narinas). No caso de lion-heads, a juba e saia habitualmente é de cor lisa.

Pretos-cutia são chamados de CASTOR (chesnut), azul-cutia é OPALA (opal), chocolate-cutia é chamado de CANELA (cinnamon), e laranja é GOLDEN FAWN. Cinzas mesclados são chamados de GRIS.

Podem ocorrer sombreados na família Cutia. Do castor temos a CHINCHILA, do opala temos o ESQUILO (squirrel), do canela temos o CHOCOLATE-CHINCHILA.
Outras cores e padrões
Existem muitas cores e padrões, e muitos definem as diferentes raças de coelhos.

ARLEQUIM, por exemplo, é uma raça que tem cores listradas pelo corpo.

POINTED WHITE é o padrão de pelagem branca com alguns pontos de cor – focinho, orelhas, pés e cauda. Esses pontos também escurecem com a idade e com o clima frio. No padrão Himalaia desta família a cor dos olhos deve ser vermelha (rubi).

Este resumo não tem a pretensão de determinar padrões ou cores, mas apenas informar alguns exemplos. Cada raça têm suas cores próprias, e algumas raças somente são consideradas puras se estiverem dentro das cores “permitidas” pelas associações de criadores de coelhos. Lion-heads, por exemplo, têm uma grande gama de cores permitidas.
Cuidados Básicos
Um mini-coelho ainda não tem vacinas obrigatórias e específicas no Brasil. Porém, alguns cuidados podem ajudá-lo a atender a algumas possíveis doenças que podem ocorrer com seu animalzinho.
Mantenha a gaiola e seus acessórios limpos. A amônia que desprende da urina é irritante para as vias respiratórias.
Restos de comida atraem roedores noturnos, que urinam ou defecam nos comedouros e transmitem doenças. Mantenha a gaiola em local protegido. Restos de verduras e frutas fermentam e apodrecem com rapidez, ocasionando diarreias – portanto, retire restos de comida da gaiola.
Mantenha a gaiola longe do sol e do vento. A insolação provoca desidratação, e o vento provoca resfriados e coriza. Peneire a ração, para evitar a poeira que pode vir junto com os grãos e que também provoca alergias respiratórias.
Se ele for mantido exclusivamente em gaiola de metal, providencie uma “cama” de madeira ou pedra polida (granito ou mármore) para que ele descanse as patinhas. Como o coelhinho não tem aquelas almofadinhas que gatos e cães têm nas patas é possível que o contato constante com a grade metálica provoque calos e outros machucados.
Não dê banhos, se for extremamente necessário procure um pet especializado. O excesso de umidade nos pêlos pode provocar fungos na pele.
Galinhas e outros pássaros podem transmitir doenças, como a coccidiose, que pode ser fatal. Evite o contato de aves e seus dejetos com o coelhinho.
Procure sempre médicos veterinários e clínicas especializadas em animais exóticos e/ou silvestres nos primeiros sintomas de alguma doença.
Unhas: Quando houver necessidade de corta-las procure um veterinário.
Uma casa para um coelhinho!
Uma boa casa para um coelhinho é uma gaiola espaçosa e onde ele fique longe de dejetos – e protegido de perigos, como outros animais e materiais tóxicos que ele pode roer. Porém, é importante que ele seja solto por um tempinho todos os dias para se exercitar.
A gaiola ideal para um mini-coelho tem pelo menos 60 x 40 x 40 cm, e raças médias podem usar uma gaiola de 80 x 60 x 60. Gaiolas específicas para coelhos tem comedouro preso à lateral e com acesso externo, bandeja para recolher dejetos, e às vezes uma parte inclinada para colocação de feno, verduras ou alfafa em ramos.
A bandeja pode ser forrada com maravalha, jornal, granulados específicos para coelhos, ou tecidos absorventes (para cães). Limpe-a todos os dias e verifique se o chão da gaiola também não ficou sujo.
Gaiolas colocadas suspensas sobre a grama ou terra facilitam a limpeza, visto que muitos dejetos são absorvidos pelo solo. Porém, ao ar livre, mantenha seu coelhinho na sombra, protegido de chuvas, ventos e sol. Ele não tolera o calor intenso.
Se o chão da gaiola for de grade metálica, coloque uma caixinha de fundo liso, uma toca ou uma casinha que sirva de cama para o mini-coelho, para que possa apoiar e descansar as patinhas.
E se você ainda optar por manter seu coelhinho solto em uma área protegida, considere que ele pode roer objetos de madeira, tecido, plástico… Mantendo-o solto, você pode ensiná-lo a usar uma determinada área, ou uma caixinha com feno, como banheiro.
Macho ou fêmea?
A sexagem de um filhote pode ser feita com segurança na época do desmame, entre 35 e 45 dias. Um macho tem dois pontos abaixo do rabinho (:), enquanto uma fêmea é mais parecida com um ponto de exclamação (!). Quanto mais adulto, mais fácil é a identificação. Depois de alguns meses, os testículos do macho são visíveis.
Fêmeas podem conviver pacificamente, se forem acostumadas desde filhotes, até que alguma delas esteja prenhe. Depois da cobertura, é melhor separá-las. Se não forem cobertas e entrarem no cio, podem ter atitude de cobertura entre elas. Machos também podem ter convivência pacífica, se conviverem desde filhotes, mas fique atento à época de adolescência. Se começarem a disputar o território, separe-os imediatamente.
Fêmeas em gestação podem se tornar irritadas e nervosas, seja cauteloso ao lidar com elas. Se você optar por não abrir uma maternidade, existe a possibilidade de castração, e machos também podem ficar mais tranquilos e sem disputar territórios se forem castrados. Nestes casos, procure um veterinário com especialização em animais silvestres.
O temperamento do seu animalzinho vai variar conforme a raça dele e – como todo animal – conforme ele mesmo. Coelhinhos de ambos os sexos podem ser extremamente dóceis, carinhosos e sociáveis, se acostumados a interagir com pessoas.
Qual o tamanho de um mini-coelho?
A denominação “mini-coelho” abrange os coelhos-anões “show” – melhores raças em uma exposição, para escolha de campeões (com peso médio entre 750g e 1,100kgs – tamanho 23 a 26 cm), os coelhos-anões “pet” – mascotes, animais de estimação (com peso médio entre 900g e 1,5kgs – tamanho 26 a 30 cm) os mini-coelhos pequenos (entre 1,5kg e 2kgs – tamanho 28 a 35 cm) e os mini-coelhos (entre 2kg e 3kgs – tamanho 32 a 40 cm).
Existem várias raças de coelhos no mundo. Algumas classificações de tamanho podem ajudar a conhecê-las melhor.
Coelhos gigantes adultos têm no mínimo 5 kgs, e podem ultrapassar 12 kgs, como os gigantes-de-flandres (que são os maiores da categoria) e podem medir até um metro, com orelhas de até 20 cm e ninhadas entre 8 e 20 láparos. Podem ser bastante dóceis e sociáveis.
As raças médias variam entre 3,5 e 5kgs. Alguns médios têm características peculiares, como o Bélier inglês, que tem orelhas caídas de até 60 cm. Muitas raças deste porte são criadas para aproveitamento de carne e pelagem.
tamanho

Acima você pode ver uma ilustração comparativa dos tamanhos dos coelhos

Passeando com um coelhinho
Ao sair de viagem com seu mini-coelho, atente para alguns detalhes:
De carro: se possível, leve a gaiola que ele está acostumado a usar, e apoie-a bem no chão do automóvel. Senão, prepare uma caixa especial de transporte de animais. Ele pode ficar assustado com a viagem e com novos lugares. Mantenha-o tranquilo e não altere sua alimentação.
Se quiser, acostume-o desde filhote a usar uma coleira e guia para pequenos animais.
De avião, você precisará de uma GTA (guia de transporte animal) e atestado de sanidade expedido por um veterinário. Uma gaiola própria para transporte, com bandeja coletora de dejetos e bem lacrada será necessária.
Se, enfim, você precisar viajar sem ele, procure alguém de confiança que possa hospedar seu animalzinho. Evite longos períodos longe de seu pet – ele sentirá sua falta.
Como segurar um coelho
Nunca segure ou levante um coelho pelas orelhas. Por serem frágeis e sensíveis, esta atitude provoca dor e pode machucar o animalzinho. Segure-o pelo dorso, pegando a pele, e não somente os pelos. Levante-o e imediatamente apoie as patas traseiras com outra mão, pois as patas penduradas conferem insegurança e ele pode espernear. Aconchegue-o no colo e ele se sentirá seguro.
Se for necessário mantê-lo de barriga para cima (para um exame ou limpeza, por exemplo), segure a pele do dorso junto com as orelhas – este procedimento mantém a cabeça ereta e vire-o, apoiando as costas do coelhinho. Mantenha as patas traseiras longe de você, porque ele pode chutar com força caso se sinta ameaçado.
Usando o banheiro
Coelhinhos habitualmente escolhem um local para ser o banheiro, e usam sempre este mesmo lugar. Você pode treiná-lo a usar uma caixinha, como gatos.
Uma boa forração para a caixinha é feno seco. Talvez ele goste de comer um pouco do feno enquanto faz suas necessidades. Mantenha-a no mesmo lugar da casa e sempre limpa, mas mantenha um pouquinho do feno com o cheiro dele na caixa (se ela for extremamente limpa, um coelhinho inteligente pode entender que ela deve ser mantida limpa, e vai escolher outro local). Em pets-shop você pode encontrar granulados próprios para forrar gaiolas de coelhos e roedores que podem ser usados na caixinha.
O processo de treinamento é basicamente o mesmo de outros animais treináveis: mantenha-o em uma área restrita com a caixinha, e se ele urinar ou defecar fora do local indicado, limpe o local com papel (ou tecido) absorvente e coloque o papel dentro da caixa junto com o coelhinho. Limpe o local errado com vinagre, para eliminar o cheiro e evitar que assim ele volte a usar este local. Elogie-o quando acertar.
Observações:
1. Fique atento às fezes do coelhinho: devem ser redondas e firmes. Diarreias podem indicar que algo não está bem com ele.

2. A urina pode ser amarela, laranja ou mesmo vermelha.

3. As fezes noturnas podem ser um pouco diferentes, como várias esferas reunidas por muco – são os cecotrofos, que o coelho pode ingerir para aproveitamento das proteínas. Esta atitude é comum a
todos os lagomorfos.





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